Apresento um canal no You Tube e o Blog de um grande amigo, Gabriel de Moraes Moxiaolong 莫小龙, direcionado para a Cultura Chinesa, Medicina Chinesa, Kung-Fu, Viagens e Curiosidades.
Acompanhe a vida de um brasileiro e o dia a dia na China, e uma boa viagem...
Comentado por Isabela Nunes: Interessante documentário de 7 min sobre a história da Mercearia Paraopeba, em Itabirito-MG, um resgate de nossas tradições e da simplicidade que perdemos com o tempo. Seu José e o filho ainda tocam a singela e rica mercearia que já foi de seus antepassados, comercializando produtos da região, muitas vezes na base de trocas, com muita dedicação e respeito ao ser humano.
Isto sim, pra mim, é praticar a Agroecologia em sua essência!
Este filme nos mostra que a primeira instituição responsável pela transmissão da cultura é a família; a aquisição e a perpetuação da cultura, portanto, é um processo social, resultante da aprendizagem. Cada sociedade transmite às novas gerações o patrimônio cultural que recebeu de seus antepassados. Por isso, a cultura é também chamada de herança social.
Para a antropóloga norte-americana Ruth Benedict (1887-1948), "a história da evolução de um indivíduo é, antes de mais nada, o relato de sua acomodação aos padrões e tradições vigentes em sua comunidade. Desde o momento em que ele nasce, os costumes do grupo a que pertence moldam suas experiências e seu comportamento. As primeiras palavras de uma criança são necessariamente pronunciadas em uma língua determinada. Por isso mesmo, essa criança já é um produto da cultura em que vive. Ao tornar-se adulta, já está suficientemente treinada para tomar parte nas atividades da comunidade, com seus hábitos e suas crenças."
Acompanhamos Maria durante o seu trabalho no sítio onde vive. Vai dos 5 aos 45 anos e passa todo seu estilo de viver para sua filha Lurdes. O filme mostra ciclos de vida que muitas vezes ficamos.
Participo de vários grupos de discussão na internet, recebo muitos E-mails de alunos, professores e amigos, recebo também "aquelas mensagens em ppt", melosas e açucaradas, e outras correntes que se você enviar para um número específico de pessoas receberá uma surpresa! (a minha glicose aumenta e a paciência diminui).
Recebi este vídeo por E-mail (de um grupo de discussão), é uma aula de cidadania para as gerações futuras, uma senhora chamada Ana Arcanjo que foi enfermeira da Cruz Vermelha durante a Revolução Constitucionalista de 1932 que nos ensina a desconhecida introdução do Hino Nacional Brasileiro.
Um amigo me enviou por E-mail e achei bastante interessante e resolvi postar no blog.
Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros.
Na Idade Média, não existiam dentifrícios ou escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico. As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio.
Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.
Vemos, nos filmes de hoje, as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene). Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador.
Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos. Quem já esteve em Versalies admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas "usados" como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia banheiro.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicada.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O c hefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos.
Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivete" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" (está chovendo gatos e cachorros).
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizadopara outro cadáver. Às vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada por nós até os dias de hoje.
Existem diferentes versões sobre a origem do dia dos namorados.
É bem provável que a festa dos namorados tenha sua origem em um festejo romano: a Lupercália. Em Roma, lobos vagavam próximos às casas e um dos deuses do povo romano, Lupercus, era invocado para manter os lobos distantes. Por essa razão, era oferecido um festival em honra a Lupercus, no dia 15 de fevereiro. Nesse festival, era costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em pedaços de papel, que eram colocados em frascos. Cada rapaz escolhia o seu papel e a menina escolhida deveria ser sua namorada naquele ano todo.
O dia da festa se transformou no dia dos namorados, nos EUA e na Europa, o Valentine’s Day, 14 de fevereiro, em homenagem ao Padre Valentine. Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos. Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês "From your Valentine". Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro.
O feriado romântico ou o dia dos namorados judaico: desde tempos bíblicos, o 15º dia do mês hebreu de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto. Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque neste dia é costume dar flores de presente a quem se ama. Previamente, era permitido às pessoas só se casar com pessoas da sua própria tribo. De certo modo, era um pouco semelhante ao velho sistema de castas na Índia. O 15 de Av se tornou o Feriado de Amor, um feriado judeu reconhecido durante os dias do Segundo Templo. Em tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos. A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas 'Feriado do Amor' são celebrados à noite, em todo o país. (Jane Bichmacher de Glasman, autora do livro "À Luz da Menorá").
No Brasil, a gênese da data é menos romântica. Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da loja Clipper, realizada em São Paulo em 1948. Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia "não é só com beijos que se prova o amor". A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine's Day - o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes não fica tão intenso. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Outra versão reverencia a véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.
(Fontes: Revista Época, edição 160/2001; IBGE Teen e Revista Eletrônica Rio Total)
O significado da palavra MAORI originalmente quer dizer local ou original, ou ainda quem nasceu no lugar, enquanto Pakeha quer dizer quem veio de fora. Com o tempo, passou-se a designar oficialmente Maori como adjetivo, e assim e conhecido hoje a população original da Nova Zelândia. O povo Maori teve uma grande diferença de outros povos colonizados no passado, como o Índio Brasileiro ou o Aborígene Australiano. Esses foram massacrados e obrigados a seguir as regras dos colonizadores. No caso Maori, não houve colonização passiva, pois eles respondiam a qualquer invasão com extrema resistência, travando inúmeras sangrentas batalhas na Nova Zelândia, que muitas vezes levaram o inimigo a fugir. Por isso não houve colonização, mas sim um acordo através do Tratado de Waitangi, no qual ambos tiveram vantagens, tanto o colonizador quanto o colonizado. A Nova Zelândia foi um dos últimos lugares da Terra a serem descobertos e colonizados. Provas arqueológicas e lingüísticas sugerem que provavelmente ondas de migrações vieram do leste da Polinésia para a Nova Zelândia entre 1300 e 800 a.C. A tradição oral maori, descreve a chegada de antepassados provenientes de Hawaiki (um lugar lendário na parte tropical da Polinésia) por grandes canoas que cruzavam os oceanos (wakas). Não existe nenhuma prova de assentamento humano na Nova Zelândia antes dos viajantes maoris; por outro lado, evidências fortes da arqueologia, lingüística e antropologia física indicam que os primeiros povoadores vieram do leste da Polinésia e se tornaram os maoris.
Na Nova Zelândia há uma riqueza enorme quanto à tatuagem. O povo Maori tem uma tatuagem muito impressionante que é a facial: a tatuagem "moko". Para muitas culturas a mão, o rosto e o pescoço estão fora da pintura corporal. Para os maoris, o homem cobre todo o rosto quanto mais nobre ele é. A tatuagem tinha uma coisa distintiva de status dentro da tribo, ou do clã. A posição social é dada pela tatuagem também. Quando eles entravam em guerra, cortavam a cabeça do inimigo e colocavam-na em urnas sagradas. No século 19, as cabeças tatuadas dos guerreiros maoris se tornaram objetos cobiçados por colecionadores europeus. Começou, então, o tráfico dessas cabeças, os próprios maoris passaram a trocá-las por armas de fogo. Era uma história assustadora e triste, pois eles tatuavam para matar e vender.
Continuando o assunto Cultura Maori não podemos deixar de falar sobre: "HAKA" - Haka é uma composição tocada por muitos instrumentos: mãos, pés, pernas, corpo, voz, a língua, os olhos e todos desempenham sua parte na mistura em conjunto para transmitir na sua plenitude, o desafio, exultando, desafiando ou desprezando as palavras. É disciplinado, ainda emocionado. Mais do que qualquer outro aspecto da cultura Maori, esta dança complexa é uma expressão da paixão, vigor e identidade da raça. É no que é melhor, verdadeiramente, uma mensagem da alma expressa por palavras e postura. Atualmente o Haka é conhecido mundialmente pela performance de intimidação no início dos jogos de Rugby da seleção da Nova Zelândia (All Blacks), que costuma antes de seus jogos executar uma haka específica chamada Ka Mate. Antes da dança, o chefe que conduz a dança grita aos companheiros um refrão de incitamento, coisa que no caso dos All Blacks é feita pelo jogador de sangue maori mais velho, não sendo este necessariamente capitão da equipe. As palavras são utilizadas não só para incitar quem está realizando a dança, mas também para recordar-se o comportamento correto durante a mesma. Muitas vezes o tom utilizado para gritar o refrão é o mesmo utilizado no curso de toda a exibição, ou seja, quanto mais agressivo, feroz e brutal, mais vai incentivar o grupo e intimidar o adversário.
A "Ka Mate" começa com uma série de cinco instruções preparatórias, gritadas pelo líder:
Líder: Ringa pakia! Coloquem as mãos contra as coxas!
_______Uma tiraha! Estufem o peito!
_______Turi whatia! Dobrem os joelhos!
_______Hope whai ake! Façam o mesmo com o quadril!
_______Waewae takahia kia kino! Batam os pés o mais forte que puderem!
Líder: Ka mate, ka mate! É a morte, é a morte!
Time: Ka ora É a vida! (ou "Eu vivo!")
Líder: Ka mate, ka mate! É a morte, é a morte!
Time: Ka ora É a vida!
Todos: Tēnei te tangata pūhuruhuru! Este é o homem peludo...
________Nāna i tiki mai whakawhiti te rā! ...Que fez com que o sol brilhasse novamente para mim !
________Upane...Upane! Suba a escada, suba a escada !
Antes de desejar uma Feliz Páscoa, um pouco de informação nunca é demais!
Poucos sabem que a Páscoa, como a maioria das datas católicas, teve também sua origem em rituais pagãos que ocorriam na Europa central durante a existência do Império Romano. Em português, Páscoa tem origem na palavra judaica Pessach, que significa transição. Mas em inglês o termo Easter, mostra a clara proximidade com Eostre (ou Ostara), deusa anglo-saxã da luz cujo animal sagrado era uma... lebre. Diz-se que a mesma deusa é vista em algumas representações como tendo a cabeça do próprio animal.
Ostara - é o primeiro dia da Primavera. (...) Na agricultura, sinaliza o tempo em que as sementes são plantadas e começam o seu processo de crescimento. (...) A Deusa reverenciada nesse dia é Eostre ou Ostara, que significa "a Deusa da Aurora", uma Deusa anglo-saxã da Primavera, da ressurreição e do renascimento. Estava associada à fertilidade e aos grãos, e oferendas de pão e bolo eram feitas nessa época a ela. (...) Nesse dia, os antigos pagãos da Europa acendiam fogueiras nos cumes de montanhas, pois acreditavam que o brilho do fogo seria capaz de tornar a terra frutífera e manter suas casas em segurança. O Fogo aceso também simbolizava iluminar os caminhos para que o Sol pudesse retornar a Terra. (...)
A primeira e mais preservada Tradição Pagã de Ostara é a decoração dos ovos. O ovo simboliza a fertilidade da Deusa e do Deus, o símbolo de toda a criação. Ao decorá-los, estamos carregando-os como Objetos Mágicos, de acordo com as cores que utilizamos. É uma Tradição também esconder os ovos; e achá-los si mboliza que a pes soa alcançará suas metas. (...) Outro simbolismo é o Coelho da Páscoa. Muitos nem se quer percebem que o Coelho é um dos maiores símbolos de fertilidade da Deusa, pois eles levam 28 dias para gerarem e darem à luz aos filhotes; e 28 dias é o ciclo completo de uma lunação. Além disso, a lenda do Coelho da Páscoa tem uma estreita relação com a referente Deusa Eostre, na qual um gentil coelhinho pedia favores a Deusa e em troca botava ovos, decorava-os e presenteava a Deusa com eles. Segundo a lenda, Eostre ficou maravilhada com a beleza dos ovos e ficou tão contente que desejou que toda a humanidade pudesse compartilhar de tamanha beleza e alegria. Assim, o coelho começou a viajar por todo o mundo na época do Equinócio de Primavera, presenteando a todos com seus ovos decorados.
Os judeus, tal como todos os povos semitas, também celebravam a Páscoa, numa cerimônia marcada pelo consumo dos chamados pães ázimos e da carne de cordeiro, que depois passou a assinalar a sua "saída à pressa do Egito". A celebração desta libertação perpetuou-se também com estas marcas e era desta forma que o próprio Jesus a celebrava. Ele morreu nas vésperas da Páscoa, quando foi a Jerusalém festejá-la com os seus discípulos e claro que celebrou a Páscoa tal e qual como os judeus. Começava com ervas amargas, como símbolo das dificuldades da vida, e com o pão ázimo. Depois bebia-se três taças de vinho, como sinal de alegria. No centro, estava o cordeiro pascal, a forma como se procederia nesta refeição especial para os judeus e como teria acontecido na chamada última ceia de Jesus.
Quando foi organizada e institucionalizada a Igreja Católica em Roma, seus líderes precisavam buscar referências populares para que ela conseguisse se afirmar. Assim, ao invés de simplesmente ir contra as festas pagãs comuns na época, a Igreja se apropria destas festas e as insere um significado cristão. Assim é que a Páscoa hebraica é coincidida com o sabbat pagão de Ostara, e passa a simbolizar a morte e ressurreição de Cristo. Daí vem a tradição dos ovos e do coelho, que significam o nascimento e a fertilidade, dois conceitos tão caros a esta data, tanto para cristão quanto pagãos.